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INPI faz parceria para usar inteligência artificial como ferramenta para eliminar o backlog de patentes
08/09/2019 15:01 em Mundo
  • Cerca de 30 mil pedidos de registro de patentes são feitos no Brasil anualmente
  • Parceria com o CAS irá impulsionar o uso de inteligência artificial e coleção de conteúdo indexado intelectualmente pelo INPI, ganhando agilidade nos processos de análise dos pedidos
  • Com a melhoria nos processos, Brasil ganha mais competitividade frente a outros países no mundo
Rio de Janeiro, 02 de agosto de 2019 – Durante o XXXIX Congresso Internacional da Propriedade Intelectual, organizado pela ABPI (Associação Brasileira de Propriedade Intelectual), um dos temas abordados foi "tendências tecnológicas e paradigmas no exame de patentes". Representantes das agências nacionais de propriedade intelectual do Brasil, EUA e Europa participaram da discussão sobre tecnologias atuais e futuras para solucionar o crescente volume de pedidos de patentes nessas agências.

Atualmente, cerca de 30 mil pedidos de patentes são depositados no Brasil todos os anos, mas a capacidade de análise e aprovação não acompanha o ritmo crescente de pedidos, resultando em um acúmulo de pedidos a serem analisados ou backlog com impactos na competitividade global do Brasil frente a outros países. Como referência, apenas nos Estados Unidos são depositados, anualmente, mais de 600 mil pedidos de patente e na Europa, 180 mil.

O INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) anunciou no dia 27, durante o XXXIX Congresso Internacional da Propriedade Intelectual, uma cooperação com o CAS (Chemical Abstracts Service, uma divisão da Sociedade Americana de Química) para dar mais celeridade ao processo de busca e exame de patentes industriais no Brasil, através do uso da inteligência artificial.

Através do uso da inteligência artificial, o CAS fornecerá sua tecnologia proprietária e expertise na curadoria e na organização científica de dados para apoiar o INPI na otimização do processo de exame de patentes.

"Se o Brasil ficar para trás na corrida da inovação científica e tecnológica, as nossas gerações futuras estarão ainda mais distantes do nível de desenvolvimento de outros países, como os Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Reino Unido e Alemanha, onde não apenas a quantidade do número de registros de patentes é maior, como também sua velocidade de análise e aprovação", apontou Denise Ferreira, gerente nacional do CAS no Brasil.

A diretora de Patentes, Programas de Computador e Topografias de Circuitos Integrados do INPI, Liane Lage, foi uma das apresentadoras no painel. Lage reforçou as ações do INPI no combate ao backlog de patentes, cuja meta é eliminar o volume em 80% até 2021.

"Nosso acordo de cooperação com o CAS vai na direção do desenvolvimento de ferramentas que se baseiam no banco de dados indexados do CAS. Com isso, o INPI dará celeridade aos processos de busca de anterioridades, bem como determinará o grau de similaridade dos pedidos de patente na área da química, que abrange indústrias como a farmacêutica, de óleo e gás, além da própria indústria química, entre outras", ressaltou a diretora do INPI.

"À medida que cresce o número de pedidos de registro de patentes no Brasil, somado às solicitações já em aberto junto ao INPI, fazer uso da inteligência artificial será fundamental para que o Brasil se torne cada vez mais competitivo. Isso dará agilidade aos examinadores, bem como segurança aos processos de análise e aprovação das patentes", disse Ferreira.

 

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CAS - Onde a ciência e a estratégia convergem

Denise Ferreira é gerente nacional do CAS (Chemical Abstracts Service, divisão da American Chemical Society especializada em soluções de informação científica) no Brasil

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