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Fantasmagoria, criado para as comemorações dos 110 anos do Theatro Municipal de São Paulo, revela história e bastidores da casa centenária por meio de percurso cênico
27/09/2021 07:41 em Arte
Daniela Thomas e Felipe Hirsch conceberam o espetáculo-percurso expositivo, no qual o público é levado a percorrer as instalações do teatro; no trajeto, se depara com apresentações dos grupos artísticos da casa em locais inusitados, com mostra de antigos figurinos e de objetos do acervo da Central Técnica, ancorados em aparato audiovisual que conta um pouco da história do teatro e de seu entorno; mostra fica aberta até 31 de outubro e os ingressos custam R$ 30 de quarta a domingo; às terças-feiras, a entrada custa R$ 10, e as vendas são feitas exclusivamente pelo site do teatro
Trecho do percurso-instalação de Fantasmagoria. Crédito: Rafael Salvador


IMPRENSA: fotos de divulgação clique aqui

Setembro é o mês de aniversário do Theatro Municipal de São Paulo - no dia 12 celebraram-se os 110 anos de um dos principais palcos e cartões postais da capital paulista. Para comemorar essa efeméride em grande estilo, os diretores Daniela Thomas e Felipe Hirsch foram convidados pela direção do Municipal a criar o Fantasmagoria Theatro Municipal, um percurso que revela, de forma dramática, a história desse espaço centenário. A atividade tem 1h20 de duração e pode ser conferida de terça a domingo, em diversos horários pré-definidos e divulgados pelo site theatromunicipal.org.br. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) de quarta a domingo, e às terças R$ 10 (inteira). Cada sessão vai receber um grupo de até 30 pessoas, em cumprimento aos protocolos de segurança sanitária do Theatro. Dinâmica quanto o cotidiano do teatro, Fantasmagoria fica em cartaz até 31 de outubro.

O percurso busca despertar os sentidos do público através de apresentações em locais inusitados - ou seja, fora do palco - de elencos alternados, formados por membros dos grupos artísticos do Theatro - Orquestra Sinfônica Municipal, Orquestra Experimental de Repertório, Balé da Cidade, Quarteto de Cordas, Coral Paulistano e Coral Lírico. Os artistas apresentam extratos de obras já interpretadas na casa, como árias, aberturas e trechos de coreografias. Ao longo do circuito, estão expostas peças do acervo do Municipal, como objetos de cena, figurinos de óperas e balés desenhados por nomes como Flávio de Carvalho e Santa Rosa, de antigas montagens operísticas e apresentações do Balé da Cidade da primeira metade do século 20. A exposição também traz elementos que remetem aos principais fatos que tiveram o Theatro Municipal como palco, como a Semana de Arte Moderna de 22. Aparatos audiovisuais dispostos em diferentes pontos da casa permitem ao visitante conhecer parte da história do edifício tombado e de seu entorno.

Para Andrea Caruso Saturnino, diretora geral do Theatro Municipal, Fantasmagoria tem um significado especial. "A exposição nos faz lembrar da importância da arte para a sociedade e do seu potencial de resistência e reinvenção ao longo de toda existência do Theatro. No decorrer dos seus 110 anos, o Municipal foi palco de grandes acontecimentos da cidade, fazendo com que ele se consolidasse com uma das mais relevantes casas de cultura do Brasil. Fantasmagoria mostra que o Theatro Municipal é uma grande referência para a cidade e segue vivo, recebendo novos públicos, produzindo sua arte sob novas linguagens e sem deixar de resgatar sua história", comenta.

O circuito convida a refletir sobre a função e a vocação desse espaço cultural em nossa sociedade. A visita guiada começa no saguão, passa pelas escadarias, dirige-se ao balcão nobre e às varandas laterais do edifício, e segue, através dos bastidores, até o palco da Sala de Espetáculos, onde termina a jornada. No passeio, o público encontra performances de integrantes do Balé da Cidade de São Paulo, canções interpretadas pelo Coral Paulistano e Coro Lírico e obras do repertório sinfônico e camerístico tocadas pelos músicos dos demais grupos artísticos do Theatro, como a Orquestra Sinfônica Municipal, a Experimental de Repertório e o Quarteto de Cordas.

As apresentações presenciais no Complexo Theatro Municipal de São Paulo, abertas ao público, estão sendo realizadas com capacidade reduzida de até 30% da casa como medida a garantir a segurança das pessoas e o distanciamento entre os assentos, no caso da Sala de Espetáculos. Para assistir às apresentações dos grupos artísticos do Theatro Municipal de São Paulo, é necessário seguir os protocolos de segurança estipulados no Manual do Espectador, disponível no site da instituição.

Serviço

Espetáculo-percurso expositivo
Fantasmagoria Theatro Municipal

Aberto até 31 de outubro
Daniel Thomas e Felipe Hirsch, direção cênica

Visitas: de terça a domingo, em horários pré-definidos e divulgados no site: theatromunicipal.org.br
Ingressos: às terças-feiras, R$ 10; de quarta a domingo, R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Duração: 80 minutos, aproximadamente
Classificação: livre
Programação sujeita a alterações.


Bilheteria: em função da pandemia de Covid-19, a bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo está fechada por tempo indeterminado. Venda de ingressos exclusiva no site do Theatro Municipal de São Paulo.

Manual do Espectador e Informações sobre os protocolos sanitários do Complexo Theatro Municipal: veja os protocolos de segurança do Theatro Municipal em nosso site.

Theatro Municipal de São Paulo: Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Sé - próximo à estação de metrô Anhangabaú.

SOBRE O COMPLEXO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo e ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo. O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular, outras linguagens do corpo, dentre outras). Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado.

Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebida para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo. Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área. Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e ICON AWARDS é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

SOBRE A SUSTENIDOS
Eleita a Melhor ONG de Cultura de 2018, a Sustenidos é a organização responsável pela gestão do Projeto Guri (nos polos de ensino do interior, litoral e Fundação CASA), do Conservatório Dramático-Musical dr. Carlos de Campos - Tatuí e do Complexo Theatro Municipal. Além do Governo de São Paulo, a Sustenidos conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Instituições interessadas em investir na Sustenidos, contribuindo para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, têm suporte fiscal da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMCAD). Pessoas físicas também podem ajudar. Saiba como contribuir neste link .
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